Mostrando postagens com marcador Métodos e Técnicas de Pesquisa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Métodos e Técnicas de Pesquisa. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de novembro de 2008

Elaborando uma Resenha

Como um gênero textual, uma resenha nada mais é do que um texto em forma de síntese que expressa a opinião do autor sobre um determinado fato cultural, que pode ser um livro, um filme, peças teatrais, exposições, shows etc.

O objetivo da resenha é guiar o leitor pelo emaranhado da produção cultural que cresce a cada dia e que tende a confundir até os mais familiarizados com todo esse conteúdo.

Como uma síntese, a resenha deve ir direto ao ponto, mesclando momentos de pura descrição com momentos de crítica direta. O resenhista que conseguir equilibrar perfeitamente esses dois pontos terá escrito a resenha ideal.

No entanto, sendo um gênero necessariamente breve, é perigoso recorrermos ao erro de sermos superficiais demais. Nosso texto precisa mostrar ao leitor as principais características do fato cultural, sejam elas boas ou ruins, mas sem esquecer de argumentar em determinados pontos e nunca usar expressões como “Eu gostei” ou “Eu não gostei”.

Tipos de Resenha

Até agora eu falei sobre as resenhas de uma forma geral e livre e esses dados são suficientes para você já esboçar alguns parágrafos.

Contudo, as resenhas apresentam algumas divisões que vale destacar. A mais conhecida delas é a resenha acadêmica, que apresenta moldes bastante rígidos, responsáveis pela padronização dos textos científicos. Ela, por sua vez, também se subdivide em resenha crítica, resenha descritiva e resenha temática.

Na resenha acadêmica crítica, os oito passos a seguir formam um guia ideal para uma produção completa:

  1. 1 - Identifique a obra: coloque os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo que você vai resenhar;
  2. 2 - Apresente a obra: situe o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;
  3. 3 - Descreva a estrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo;
  4. 4 - Descreva o conteúdo: Aqui sim, utilize de 3 a 5 parágrafos para resumir claramente o texto resenhado;
  5. 5 - Analise de forma crítica: Nessa parte, e apenas nessa parte, você vai dar sua opinião. Argumente baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula. É difícil encontrarmos resenhas que utilizam mais de 3 parágrafos para isso, porém não há um limite estabelecido. Dê asas ao seu senso crítico.
  6. 6 - Recomende a obra: Você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil (se for útil para alguém). Utilize elementos sociais ou pedagógicos, baseie-se na idade, na escolaridade, na renda etc.
  7. 7 - Identifique o autor: Cuidado! Aqui você fala quem é o autor da obra que foi resenhada e não do autor da resenha (no caso, você). Fale brevemente da vida e de algumas outras obras do escritor ou pesquisador.
  8. 8 - Assine e identifique-se: Agora sim. No último parágrafo você escreve seu nome e fala algo como “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”

Na resenha acadêmica descritiva, os passos são exatamente os mesmos, excluindo-se o passo de número 5. Como o próprio nome já diz, a resenha descritiva apenas descreve, não expõe a opinião o resenhista.

Finalmente, na resenha temática, você fala de vários textos que tenham um assunto (tema) em comum. Os passos são um pouco mais simples:

  1. 1 - Apresente o tema: Diga ao leitor qual é o assunto principal dos textos que serão tratados e o motivo por você ter escolhido esse assunto;
  2. 2 - Resuma os textos: Utilize um parágrafo para cada texto, diga logo no início quem é o autor e explique o que ele diz sobre aquele assunto;
  3. 3 - Conclua: Você acabou de explicar cada um dos textos, agora é sua vez de opinar e tentar chegar a uma conclusão sobre o tema tratado;
  4. 4 - Mostre as fontes: Coloque as referências Bibliográficas de cada um dos textos que você usou;
  5. 5 - Assine e identifique-se: Coloque seu nome e uma breve descrição do tipo “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”.

Conclusão

Fazer uma resenha parece muito fácil à primeira vista, mas devemos tomar muito cuidado, pois dependendo do lugar, resenhistas podem fazer um livro mofar nas prateleiras ou transformar um filme em um verdadeiro fracasso.

As resenhas são ainda, além de um ótimo guia para os apreciadores da arte em geral, uma ferramenta essencial para acadêmicos que precisam selecionar quantidades enormes de conteúdo em um tempo relativamente pequeno.

Extraído do site: http://www.lendo.org/como-fazer-uma-resenha/

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Como elaborar um problema de pesquisa

Para se formular um problema é necessário buscar conhecimento (literaturas, conversas) sobre o assunto escolhido.

Regras Práticas para se formular um problema científico:

a) Deve ser claro e preciso;

b) Deve ser empírico (Aquilo que deriva da experiência comum. / Coisas que as pessoas aprendem vivendo.);

c) Deve ser suscetível a solução (execução de teste possível / meios disponíveis para investigação);

d) Deve ser limitado a uma dimensão viável.

e) O problema deve ser formulado como forma de Pergunta;
SEGUE ABAIXO OS TEXTOS USADOS CASO ALGUM OUTRO GRUPO QUEIRA USÁ-LOS TAMBÉM.
Stress atinge jovens brasileiros

De cada dez adolescentes, estima-se, três são vítimas de stress. É quase a média registrada entre os adultos, de 50%. Sem tratamento, o stress pode se tornar crônico e deflagrar nos jovens doenças típicas de adultos, como hipertensão, diabetes tipo 2 e gastrite, entre outras. A avaliação do nível de stress é feita com base em escalas destinadas a adultos e crianças. "Esses métodos, no entanto, nunca contemplaram a realidade juvenil, o que induzia a erros de diagnóstico", diz a psicóloga Iracema Francisco Frade, pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo. De acordo com Marilda Lipp, psicóloga da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC), em São Paulo, um dos um dos sintomas mais graves do stress juvenil é a insônia. Além disso, podem ocorrer também desânimo, impaciência, dores de cabeça, falta de concentração, cansaço excessivo ou entusiasmo exagerado e repentino.

Fonte:
http://www.andi.org.br/noticias/templates/clippings/template_infancia.asp?articleid=13716&zoneid=2

Jovens na mira do estresse!

O estresse está atingindo as pessoas cada vez mais cedo. Conheça as causas e as medidas para evitá-lo!

­Daniela Barbosa

A adolescência é um período marcado por bastante turbulência, grandes mudanças e conseqüentemente muito estresse.Os adolescentes têm que escolher o que farão pelo resto da vida, dar um jeito de (apesar dos interesses conflitantes) se entender com os pais, fazer um esforço danado para se encaixarem nos padrões de beleza e assim não serem excluídos, passar de ano, perder a virgindade, entre outros babados fortíssimos.

Mas o que mais faz a galera ficar superestressada é a escolha da carreira profissional. É nessa fase que o jovem mais se sente pressionado pela família e pelo próprio mercado de trabalho em relação ao futuro.

Para Letícia, de 19 anos, um fator que a vem deixando muito estressada é a escolha errada da faculdade. Ela já está no 2º ano, porém não gosta do curso e isso a prejudica muito. "Quando entrei na universidade era muito imatura e agora vejo que não é isso que eu quero para a minha vida, mas meus pais me obrigam a continuar". Letícia tem muitas dores no estômago e insônia: "Estou buscando ajuda médica, pois do que jeito que estou não vou agüentar".

Já César, de 17 anos, enfrenta uma situação muito particular: ele sabe o que quer fazer na faculdade, porém os pais não aceitam: "Todo dia tem discussão lá em casa e isso acaba me deixando muito estressado. Eles não aceitam que eu faça astronomia e ficam me jogando pra direito, administração... Não é isso que eu quero! Eles querem que eu seja infeliz pro resto da vida?".

Outro grande gerador de estresse nos jovens, principalmente nas meninas, é a busca da aparência perfeita. Já que foi instituído que para ser bonita é preciso ser magra, algumas ficam muito perturbadas e fazem loucuras para entrar numa calça 36.

Os perigos do estresse

Segundo a psicóloga Juliana Paganelli, o estresse está diretamente ligado à ansiedade, que se não controlada pode causar taquicardia, palpitações, irritabilidade, perda de memória, falta de concentração, cansaço, aumento de sono, insônia, mudanças de apetite e até depressão. Se não tratados, esses problemas podem fazer a pessoa ficar muito doente, comprometendo o bom andamento dos estudos e de um crescimento saudável.

No stress!

Para a psicóloga Fabiana Biagigo o estresse pode ser evitado, ou, ao menos, amenizado com a busca de atividades simples. Ela sugere que um adolescente estressado deva sempre: praticar exercícios físicos, reservar momentos para o lazer, realizar atividades prazerosas e principalmente conversar, sempre que possível, com os pais ou amigos a respeito das suas angústias. Essas medidas proporcionam o relaxamento e a diminuição da ansiedade.

Agora, se o estresse já está comprometendo o desempenho do jovem na realização de qualquer atividade, o quadro pode ser mais sério e é nessa hora que a ajuda do psicólogo se torna fundamental. A terapia auxilia o adolescente a compreender o que está acontecendo com ele.

Fonte: http://jovem.ig.com.br/igirl/noticia/2008/02/29/jovens_na_mira_do_estresse_1210944.html